Oi queridos...

Amigos, colegas de trabalho, de lida, de lamentações...obrigada pela visitinha, sempre bem-vinda!

domingo, 10 de junho de 2012

O que nos encanta nesse "exercício de loucura"

Momento raro no Espaço Imprensa TDKOM. Silêncio toma conta, se conseguirmos deixar de lado os outros sons que contagiam a feira: vozes de crianças, conversas dos adultos, rádio divulgando seus anúncios e avisos, rádios comunicadores trabalhando sem parar, telefones também, mas, apesar de tudo, ainda resta um certo silêncio.
Hora ideal para pensar. Talvez a despedida da minha família, de quem já estou com saudades,  realmente instale em todos nós esse sentimento de despedida.
Parodoxo interessante esse ao ouvirmos toda a alegria do Bloco de R pelas ruas do recinto, encerrando sentimentos controversos, como a alegria do dever cumprido, saudades dos momentos felizes com os amigos, vontade de estar em casa com os meus, falta de minha rotina de estudos, cansaço que impede inclusive que caminhemos com passos firmes.
Ontem me perguntaram qual é o segredo do sucesso dessa feira. Parece "chover no molhado" dizer, mas acho que o meior motivo é o sensação de pertencermos a uma grande família que nos faz acordar cada novo dia de Fapi dispostos a doar o melhor que podemos oferecer, seja em sorriso, em alegria, em trabalho, em atenção e, por que não, em alguns momentos de estresse.
Impossível não registrar mais uma vez o agredecimento especial à TDKOM, seus diretores e funcionários, e à querida Renata, que nos recepcionou com tanto carinho que ficamos sem palavras, a não ser dizer: agora sim a Assessoria de Imprensa da Fapi Ourinhos tem a sala que a magnitude da maior feira de portões abertos do país merece.
Planos, tenho muitos. Aquariana que sou, impossível não fazer a Fapi pensando em outras. Mas a vida dá muitas voltas e não sabemos o dia de amanhã. Só sei do dia de hoje.
Cansada, mais feliz, ao ver o resultado do trabalho mais uma vez dando certo. Ao ver mais uma apaixonada pela Fapi nascendo, minha amiga Eliziani Dalenagori, que por aqui já chamaram de tudo: Liza, Lizie, Elisa...menos do que ela mais gosta: somente Lizi. Obrigada amiga por essa parceria.
Um recadinho também especial à Amanda, que vejo florescer como jornalista dia a dia. Tão calada às vezes, mais cheia de encantos que só quem presta a atenção pode perceber.
Decepções, todos temos. Principalmente quando esperamos tanto das pessoas baseados na nosso próprio critério de "excelência". Como diz meu marido, o problema esta em mim, em esperar nos outros um mundo que ainda não existe.
Mas as suspresas são tão maiores que compensam aqueles que nos decepcionam.
Um abraço especial aos parceiros de sempre: Rafael, Andreia, Carlos, Neia, Débora, Marcelo, Fernando, Jairo e também para aqueles que conheci agora Renan, Michel, Giovana.
E que venha uma nova Fapi, com ou sem todos nós.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Aqueles que fazem compensar todo o resto


Acredito que muitas pessoas devam ter a curiosidade sobre o que ocorre nos bastidores da maior feira de portões abertos do país. Muitos querem saber qual é o artista mais legal, qual  tem exigências de camarim mais absurdas, etc, etc, etc. A realidade é muito mais sem graça do que muitos imaginam. São apenas pessoas trabalhando de uma maneira diferente que as demais: a música, que mexe com o imaginário das pessoas, que emociona, que nos fazem sonhar.

Há mais momentos de estresse e frustação nesse trabalho do que se possa imaginar, mas, vez ou outra, eu brinco que Deus manda seus anjos para nos provar que ele está lá, olhando e cuidando por nós.

Já escrevi sobre isso em outra postagem, mas hoje quero falar de um anjinho especial: Marcela, de 10 anos, que ontem realizou o grande sonho de sua vida, conhecer o ídolo Luan Santana.

Presenciar o momento em que esta garotinha de rosto tão expressivo entrou no camarim, sua surpresa e encantamento em ver o cantor pessoalmente são experiências indescritíveis. Manteiga derretida eu sou por natureza, mas para manter a “pose” de assessora de imprensa profissional, procuro controlar meus sentimentos. Mas ao ver minha colega Eliziani Dalenogari não impedir as lágrimas, mesmo tirando fotos sem parar, não pude conter as minhas. E aí foi que eu entendi a resposta que um dos produtores quando eu perguntei a ele, minutos antes, no momento de tensão que antecede o atendimento aos fãs e à imprensa, como eles aguentavam aquilo todo dia. “Há coisas boas nessa confusão toda e momentos inesquecíveis que compensam todo o resto”.

Conhecer Marcela foi o meu momento inesquecível, que compensou todo o resto . E que venham outros momentos como esse e que tenhamos a oportunidade de conhecer outras Marcelas nessa 46ª Fapi.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Fada das Noivas Descontroladas

Fada das noivas descontroladas




Aposto que você está achando uma viagem esta história de “Fada das Noivas Descontroladas”. Está duvidando, inclusive, que ela sequer exista. Se ela existe ou não, o que eu vou dizer é sério: para mim, ela funcionou e eu vou explicar.

Quando eu choro, não é como na novela, em que as pessoas derramam placidamente suas lágrimas sem sequer borrar um tiquinho da maquiagem. Na verdade, chorar assim acho que é só na novela, porque quando eu choro, é pra valer e eu fico “medonha” pra valer, do tipo de fazer noivo sair correndo do altar: os olhos incham, a boca incha, o nariz fica vermelho feito a roupa do Papai Noel. Sem contar que eu dou valor ao dinheiro, então, chorar toda linda, maquiada, no dia do seu casamento, é deixar o dinheiro ir literalmente por água abaixo.

Pois muito bem. Horas antes de entrar na igreja no dia do meu casamento, eu fiz um pedido à Fada das Noivas Descontroladas, para que só daquela vez me deixasse sair ilesa desse momento. Pois ela me atendeu.

Mas, não foi o dia do aniversário do meu casamento que me fez lembrar dessa fada louca que eu inventei. Foi algo mais recente: ver o meu marido cantar.

Ontem o Fernando cantou na missa, aqui em Bauru, na Paróquia de Santa Rita e fomos toda a trupe. Pois é. Sentada lá, ouvindo ele cantar, foi incrível perceber que, apesar de tantos anos, isso ainda mexe comigo. Fico nervosa, emocionada, com vontade de gritar: “Olha não que o bofe é meu!” (hoje não mais, afinal sou uma mulher casada, madura, blá, blá blá). Às vezes, sinto até vontade de chorar, e quem me conhece sabe, que, entre ter vontade de chorar e realmente abrir a torneirinha, é um passo muito, muito, muito curto. Ontem não foi diferente.

O mais engraçado é perceber que, apesar de eu não ser mais aquela Kátia de 13 anos atrás, nem tampouco ele ser o mesmo Fernando, eu ainda me sinto como aquela menina que ia ver o namorado cantar na igreja e ficava completamente extasiada, apaixonada.

Daí então que veio a lembrança da poderosa Fada das Noivas Descontroladas, afinal, num dos dias mais emocionantes na vida de uma mulher, entrar na Igreja com seu pai e ver seu futuro marido cantando pra você é algo impossível de explicar em palavras. Mesmo assim, a fada me ajudou, e eu me controlei.

Igual a uma artista de televisão, desfilei pela igreja, sorrindo para todos, escutando apenas ao fundo o chororô das minhas amigas e madrinhas (e de alguns marmanjos também).

Só que eu já aviso às meninas casadoiras que estão lendo este meu segredo que a Fada das Noivas Descontroladas pode ser poderosa, mas ela cobra prendas em troca de seus favores.

Desde aquele dia, sempre que eu ouço essa música, ou assisto as imagens do meu casamento e vejo meu marido cantando pra mim, eu ainda choro, como se ainda fosse 05 de dezembro de 1998. Mas vamos combinar que essa não é uma prenda difícil de pagar.

Esse texto é uma homenagem ao nosso aniversário de casamento e uma brincadeira para divertir os amigos que lá estiveram e que não me viram chorar (hehehehhe).

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Deixar um idoso feliz me fez triste

Hoje eu fiz um idoso feliz. Mas deixá-lo feliz, me fez triste. Vou explicar o motivo. Quando eu estava indo buscar meus filhos na escola, eu o vi assim que entrei na rua movimentada. Apoiado em uma bengala, ele observava um a um os carros passarem por ele ignorando completamente a faixa de pedestre. Passou um, passou dois, passou três e ninguém parava. Chegou a minha vez. É claro que eu parei para que ele pudesse exercer o seu direito de atravessar a rua, mesmo que a idade o fizesse andar a passos lentos e inseguros. Não tem problema...não há pressa que justifique falta de sensibilidade com um idoso ou com qualquer pessoa.

Pois bem. Surpreso, ele olhou pra mim, sorriu e fez, várias vezes, o gesto de positivo. Acho que primeiro veio a surpresa, depois a satisfação de perceber que alguém fora educado o bastante para deixá-lo atravessar.

Eu poderia ter ficado feliz por ter feito este gesto e ajudado um idoso a seguir o seu caminho, mas não fiquei. Pelo simples fato de que parar para que qualquer pessoa atravesse na faixa de pedestres não é mérito algum, é obrigação. Foi assim que eu aprendi. É assim que ensino meus filhos.

Com seus gestos tímidos, o senhor me agradeceu efusivamente por algo que não deveria agradecer...eu não fiz nada demais.

O que me deixa ainda mais triste é saber que vivemos numa sociedade onde a maioria sequer percebe o direito de ir e vir do outro; onde a individualidade e o egoísmo nos fazem esquecer a importância de um simples gesto de gentileza.

Com a medicina cada vez mais avançada, medicamentos poderosos e conscientização cada vez maior sobre a prevenção de doenças, seremos, muito em breve, um país de idosos. De idosos como o senhor que queria atravessar uma rua e não conseguia.

Eu também fico com medo. Principalmente por meus filhos, que irão viver num mundo onde dizer “com licença”, “muito obrigado”, “por favor”, ou onde dar o seu lugar a um idoso a uma gestante para sentar seja encarado como algo maravilhoso, de extrema educação e não apenas uma simples demonstração de respeito pelo outro.

Sei que há cidades onde o desrespeito à faixa de pedestre é multa na certa. Mas não seria preciso gastar com a punição, se existe a conscientização. E isso, infelizmente, não se compra na concessionária do carro zero quilômetro, nem na faculdade, nem na escola. Educação se aprende em casa.

Antes de escrever este artigo, lembrei que dia 1º de outubro comemora-se o Dia do Idoso. Então eu fiquei um pouco feliz, porque acho que o presente para aquele senhor, no seu dia, eu acabei dando de qualquer forma.

O seu gesto e sua expressão de gratidão levo no meu coração, para sempre ensinar meus filhos que ser educado não é uma qualidade, é um dever.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O desrespeito que nos envergonha

Eu odeio frases feitas, lugar-comum, chavão e expressões batidas. Dizer que a internet promoveu uma grande revolução na forma como nos comunicamos é, com certeza, um lugar mais do que comum. E que tudo na vida pode ser usado para o bem (e como a internet fez bem para os jornalistas, por exemplo) e para o mal também é outra expressão mais que batida.


Mas é impossível não pensar nisso quando a gente sente na pele (outro chavão) os efeitos do uso indevido da rede por profissionais com pouca ou nenhuma ética. Recentemente, perdemos uma pessoa de nossa família, filho de uma das pessoas mais queridas do meu convívio, num acidente em uma rodovia no oeste catarinense.

A distância, a falta de informações, e a profissão de jornalista me levaram a procurar na internet tudo o que poderia ter sido noticiado sobre o acidente. No começo, apenas uma nota que se repetia indefinidamente em cada site, dizendo o nome completo dos envolvidos, o local do acidente e o número de vítimas fatais. No dia seguinte ao acontecido, fotos estampavam os principais sites jornalísticos da região e outros que fazem apenas cobertura deste tipo de notícia. A maioria das fotos fez o seu papel jornalístico: registrou o ocorrido, o estado dos veículos envolvidos, a forma como aconteceu o acidente, deixando bem claro o quanto o a colisão tinha sido grave e por que motivo os três envolvidos vieram a óbito, como se diz no jargão policial.

Até aí, tudo bem, todos cumprindo o seu papel. Mas então, outras fotos vieram e desta vez, por um momento, senti vergonha de ver tudo aquilo, senti um constrangimento imenso de fazer parte do mesmo grupo “profissional” destas pessoas que colocam sem pudor as fotos das vítimas de uma forma que tais imagens não saiam nunca mais de nossas memórias.

Quando vi a fotografia de uma das vítimas, caída à beira da estrada, impossível não lembrar que aquela pessoa - que na imagem mais parecia mais um boneco estranho com partes retorcidas - foi um dia um jovem alegre, iniciando uma carreira, com uma família feliz e muito ainda a viver. Impossível não lembrar também seu aniversário de um ano, quando era um dos bebês mais lindos que já tive oportunidade de conhecer, ou quando ele, criança, segurava minha mão para atravessar uma rua movimentada. Aquela pessoa ferida e sem vida, divulgada de forma grotesca para todo país, tem um pai e uma mãe que agora estão dilacerados pela dor; um irmão que teve que ser mais forte que tudo, engolir seu sofrimento para resolver situações para as que ninguém nos preparou; tem familiares que  torceram por cada etapa de sua vida e também sofrem; tem amigos que ainda não aceitam o fato de uma vida acabar desta maneira.

Então eu me pergunto se, depois de alguns dias, talvez movidos pelo mesmo interesse de saber mais sobre o acidente, estes mesmos pais, este irmão, estes familiares e amigos não irão buscar notícias na internet e se deparar com tal demonstração de desrespeito pela vida humana e pelos sentimentos daqueles que ficaram.

Ironicamente, as fotos foram cedidas aos sites por quem, legalmente, deveria nos proteger, inclusive à nossa imagem. “Imagens cedias pela Polícia Rodoviária Federal”, é o que está registrado nos sites. Como profissional da área, sei que é obrigação da Polícia registrar todos os detalhes de um acidente, mesmo porque tais fotos irão inclusive elucidar os motivos que levaram ao acidente. Sei que é do interesse jornalístico registrar tal ocorrência. Mas me pergunto o que leva as autoridades policiais a cederem todas as fotos, inclusive aquelas que mostram o estado deplorável dos corpos após o acidente. Qual é o interesse de publicidade de tais fotos? Qual é o interesse jornalístico delas? E ainda há a questão de que as fotos foram feitas com equipamento e profissionais pagos pelos cofres públicos, cujo trabalho está sendo literalmente vendido em páginas da internet por todo país, porque quem as divulga, ganha em espaço publicitário, que é cada vez maior quanto mais se comprova sua capacidade de angariar acessos aos endereços eletrônicos.

Você deve estar pensando, assim como eu já o fiz, que a família deveria exigir a retirada do material da rede. Ou então processar os responsáveis pelo uso indevido da imagem, pedindo indenização por danos morais. Mas isso provavelmente nunca vai acontecer, porque no momento, a dor e saudades são tão grandes que tudo isso ainda não chegou ao seu conhecimento e, quando chegar, já vai ser notícia velha. E é contando com isso, com o sofrimento alheio, com a anestesia provocada pela dor que essas pessoas ganham dinheiro, popularidade e “audiência” em cima da tragédia alheia.

Quando se fala na imprensa marrom, na imprensa sensacionalista, costuma-se a brincar que, se espremermos o jornal, ele sai sangue. Na web também é assim. Eu apenas não posso me calar e deixar de registrar minha indignação contra o desrepeito que nos envergonha, que nos fere e que continua navegando livre pela dificuldade de punir os responsáveis, seja por falta de legislação, seja por falta de interesse daqueles cujo deve é coibir tal desrespeito. Como jornalista, faço minha parte, não calando meu protesto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quem disse que é preciso sempre ser forte?


Hoje eu senti um cheiro que abriu uma janelinha em minha memória olfativa: chá de capim- limão. Impossível não voltar ao tempo de criança e não lembrar quando ficava doente e minha mãe preparava um delicioso, quente e docinho chá de capim-limão. O cheiro também trouxe a saudades, de minha avó, daquele jeito que só sabe quem perdeu uma pessoa muito querida há bastante tempo, mas não o suficiente para conseguir evitar as lágrimas nos olhos quando algo nos traz sua presença tão perto da gente.
E como estou precisando de colo esses dias comecei a pensar que, entre as diversas “qualidades” ou “requisitos” que envolvem a tarefa de ser mãe está a de ser forte, sempre. Não no sentido de força física, mas essa também é necessária.
Ser mãe é ouvir, conversar, dar remédios pro corpo quando é necessário e pra alma também, levar ao médico, dentista, ginástica, catequese, inglês e todas as demais aulas ou atividades que aproximam a vida de nossos filhos à realidade de um adulto. Pensar no café da manhã, sem esquecer o almoço, o jantar, o lanche da escola e  que amanhã começa tudo de novo.
Preocupar-se com as provas da escola como se fossem suas, sendo que faz algum tempo que você não precisa provar mais nada a ninguém.
Mas tem momentos em que dá uma vontade ser ouvida, ganhar remédio para o corpo e um pouco de afeto pra males da alma, vontade de chorar como criança, sem motivo, apenas por chorar.
Então essas vontades entram em choque com o tal atributo “força” que a mãe deve mostrar, afinal, mãe não pode ficar doente, carente, frágil ou apenas amuada.
Já ouvi de uma pessoa cuja vida de espinhos deu-lhe uma couraça dura e resistente a “dores na alma” não tão importantes assim, de que tracei um caminho sem volta. Isso eu sei, nem penso em voltar atrás, queria apenas, por alguns momentos, ter direito de ser um pouquinho frágil, de precisar dos outros sem justificativas ou momentos especiais.
Acho que quem teve muito carinho sente falta um pouco dos mimos de criança e quem não teve nenhum, não entende o motivo de tanta sensibilidade. São os paradoxos que surgem nas encruzilhadas de caminhos tão diferentes que resolvem se unir. E isso eu já entendi, caso contrários, os caminhos já estaria há muito separados.
Só sei que amanhã vou procurar o tal do capim-limão, pra tentar, de modo paliativo, substituir o insubstituível...
E como toda mãe, preparar também para os filhos, o marido, porque afinal, esta aí uma tarefa que não cessa nunca....

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

País Mais ou Menos

Tudo começou com uma veia. Como assim?! Calma. Já explico. Recentemente passei por um processo cirúrgico de videolaparoscopia. Quanto à cirurgia, estou ótima. O que tem me causado dores, aborrecimento e noites sem dormir é o meu braço. Continuo explicando. Ao encontrar a veia para colocar o meu soro, o profissional em questão deve ter lesionado um pequeno nervo do meu braço. Resultado: da cirurgia, algo mais complexo, principalmente por causa dos pontos e da anestesia geral, estou ótima; mas o que tá “pegando” é um ato simples e básico de uma veia mal pulsionada.


Isso me fez pensar em como vivemos num país mais ou menos. Embora meu convênio seja excelente e tenha sido internada num dos melhores hospitais da cidade onde eu moro, estamos sujeitos a profissionais mais ou menos preparados. Eu digo isso porque, na minha ignorância sobre a profissão de enfermagem, acredito que “achar” uma veia sem machucar o paciente deva ser como fazer uma baliza bem feita por um motorista habilitado. E olhe que eu não posso reclamar. Vemos, todos os dias, na imprensa nacional, notícias das mais escabrosas resultantes do trabalho de profissionais mais ou menos bem preparados. Digamos que, apesar de tudo, eu ainda “saí no lucro”.

Pensando bem, infelizmente o nosso país não é inteiro assim, cheio de pessoas e coisas mais ou menos? Veja a nossa presidente eleita. A gente conhece mais ou menos sobre ela. Quanto aos parlamentares recém eleitos, por exemplo, temos um deputado federal, o mais votado do país, que sabe mais ou menos ler e escrever. E ainda temos que conviver mais ou menos com a incerteza de que nossos políticos são sérios, honestos e trabalhadores.

Na educação, onde a qualidade deveria ser tão exata quanto a Matemática, também vemos todos os dias provas de que ela funciona mais ou menos em todos os níveis. Para coroar tal afirmação, assistimos às recentes lambanças do Enem, cuja realização aconteceu mais ou menos conforme o esperado; mais ou menos prejudicando milhares de estudantes, o que faz com que continuemos mais ou menos acreditando em sua seriedade.

E assim tudo se repete. Nos serviços públicos, principalmente aqueles que dependem deles, acreditamos que iremos receber um atendimento mais ou menos de qualidade. Nos que foram privatizados, também fingimos crer que o que pagamos tem mais ou menos o mesmo nível de exigência que esperamos.

Até no futebol, o ópio de nosso povo brasileiro, temos que aceitar essa conduta mais ou menos de ser. Vejam, por exemplo, o meu time, o Santos. Após o show de bola que encantou o Brasil inteiro no primeiro semestre de 2010, a lesão de Ganso e o mais ou menos descontrole dos meninos mais ou menos educados da Vila fez com que o Santos passasse de equipe sensação (com direito a participação em programas de televisão) para um time bem mais ou menos.

E não é só. Assistimos recentemente o Corinthians ser mais ou menos favorecido pelo juiz no jogo contra o Cruzeiro, o que desde já nos permite dizer que é mais ou menos possível prever qual será o resultado do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010.

Só sei que tudo isso me leva a crer que estamos cercados de mediocridade por todos os lados. O meu medo, realmente, é ser inundada por essa maré e me transformar numa profissional mais ou menos, numa mãe mais ou menos, numa cidadã mais ou menos. Então, meus amigos, vou confessar uma coisa pra vocês. Como diz a letra daquela canção, eu terei, com toda certeza, perdido a batalha no controle da minha maluquez, misturada com minha lucidez. Pois só sendo maluco beleza pra conseguir continuar vivendo nesse país mais ou menos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Li e adorei...impossível não pensar em algumas pessoas que despertam essa tal "simpatia"

O que é simpatia (Casimiro de Abreu)



Simpatia - é o sentimento

Que nasce num só momento,

Sincero, no coração;

São dois olhares acesos

Bem juntos, unidos, presos

Numa mágica atração.





Simpatia - são dois galhos

Banhados de bons orvalhos

Nas mangueiras do jardim;

Bem longe às vezes nascidos,

Mas que se juntam crescidos

E que se abraçam por fim.





São duas almas bem gêmeas

Que riem no mesmo riso,

Que choram nos mesmos ais;

São vozes de dois amantes,

Duas liras semelhantes,

Ou dois poemas iguais.





Simpatia - meu anjinho,

É o canto do passarinho,

É o doce aroma da flor;

São nuvens de um céu de agosto,

É o que me inspira teu rosto...

- Simpatia - é - quase amor!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Amigos são a família que a gente escolhe!

Li o trecho abaixo e copiei a foto do site http://adoce-com-limao.blogspot.com/, muito legal....

Como estou de malas prontas pra viajar a trabalho again, é impossível não partir pensando nisso e ir embora sentindo isso.
"Algumas pessoas se destacam para nós (...) Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é (...) Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor. "




(Ana Jácomo)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Beleza e a Feiúra

Há algum tempo, enquanto aguardava a chegada de um entrevistado num biblioteca pública, escolhi a esmo um livro para folhear e acabei conhecendo, meio sem querer, um dos autores a quem mais admiro: Gibran Khalil Gibran.

Muitos o conhecem pelo livro "O Profeta", que é lindo também, mas este pequeno trecho, que reproduzo abaixo, após procurá-lo por muito tempo e finalmente encontrá-lo, é um dos que mais me encanta - não apenas pela sabedoria, mas, principalmente, pela simplicidade (e essas duas qualidades podem estar seraparadas?).

"Um dia, a Beleza e a Feiúra encontraram-se numa praia. E disseram uma à outra:


- Banhemo-nos no mar.

Então, tiraram as roupas e puseram-se a nadar nas águas.

Após algum tempo, a Feiúra voltou à praia, vestiu-se com os trajes da Beleza, e foi-se embora.

E a Beleza também voltou do mar, mas não encontrou suas roupas. Por vergonha de ficar nua, vestiu a roupa da Feiúra e seguiu seu caminho.

Desde esse dia, alguns homens e mulheres enganam-se, tomando uma pela outra.

Contudo, alguns tinham visto o rosto da Beleza e a reconhecem, apesar de suas vestes.

E alguns conhecem a face da Feiúra, mas as roupas da Beleza não a ocultam a seus olhos... "

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Férias com muito a recordar!

Férias das crianças terminando, as minhas também. Sei que andei meio sumida por esses dias, mas houve uma coisinha aqui, outra ali, mas agora, tudo ok novamente.

Adorei rever minhas amigas da época em que trabalhava na assessoria de imprensa da Prefeitura de Guarapuava. Lizi, vinda de terras lusitanas com seu filho Enzo, Maria Inês que continua com voz e popularidade impecáveis, Sandrinha, com sua meiguice de sempre e Bere, sempre disposta a sorrir e a fazer um elogio, que a gente sabe que é sincero.

Disseram minhas amgias que estou no auge de minha beleza e fico muito feliz, sabendo que é a nossa amizade que me torna mais bonita aos olhos delas.

E, por falar em auge, não podia deixar compartilhar com vocês um dos meus atores prediletos, que, cá entre nós, sempre está no auge.

terça-feira, 6 de julho de 2010

ESTA É PARA RIR.....

O marido entra com muito cuidado


na cama e sussurra suave e

apaixonadamente no ouvido

de sua mulher:

- Estou sem cueca...

E a mulher lhe responde:

- Amanhã lavo uma.

KKKKKK ADOREI!!!!

domingo, 4 de julho de 2010

Aqueles que nos decepcionam e aqueles que nos surpreendem

Aqueles que nos decepcionam e aqueles que nos surpreendem




Dias desses ouvi de uma pessoa querida que é nos momentos de dificuldades que o melhor e o pior de nós pode ser revelado. Como passei recentemente por algumas (pequenas, está certo) dificuldades, posso concordar mais uma vez plenamente com essa afirmação, de alguém que, apesar da idade, revela sempre uma sabedoria invejável.

Várias foram as pessoas que me surpreenderam nestes últimos dias e a cada uma deles dedico meu carinho silencioso e minha prece de agradecimento, porque apenas uma pergunta ou um oferecimento de ajuda, por mais difícil que ele possa ser concretizada, já valem muito a pena.

Novamente, também tive certas decepções, porque é inevitável que avaliemos a conduta dos outros mediante a nossa própria e eu não teria dúvida alguma qual seria a minha.

Passeando pelos blogs de minha preferência (eu adoro fuçar no blog dos outros) encontrei no http://claroesimples.blogspot.com/ um texto sobre a disponibilidade que encanta, o que me trouxe ótimas recordações daquelas pessoas que sempre mostram para mim o encanto de sua disponibilidade. E são para essas pessoas que reproduzo o texto que tanto gostei, agradecendo suas intenções, por menor que elas tenham sido e sendo também grata porque elas me fizeram esquecer do egoísmo que desencanta, entristece, decepciona!







Disponibilidade encanta!

Nada mais encantador do que uma pessoa disponível.



Aquela que nos recebe com um sorriso sincero, mesmo quando mal nos conhece.



Aquela que trata você como um velho amigo, mesmo que a amizade de vocês seja fresca.



A pessoa que não coloca condições na relação, antes mesmo dela começar.



O tal do "isso não pode ainda", para ela não existe, tudo vai acontecer naturalmente.



Com uma pessoa disponível as relações não seguem regras, seguem o momento. Ela nunca será invadida, naturalmente você saberá o limite do seu espaço.



Pessoas disponíveis simplesmente deixam as coisas acontecerem.



Nada mais encantador.



A pessoa disponível é a que dá primeiro, sem garantias da troca. Isso exige segurança, auto estima em dia, amadurecimento emocional e principalmente generosidade.



Pessoas disponíveis podem e certamente serão usadas ou enganadas em algum momento, mas não perdem sua dignidade. Quem engana tem a ilusão de ganhar algo, mas perde a coisa mais importante e valiosa, perde a disponibilidade de quem enganou.



Hoje em dia todo mundo está ocupado. Isso é um fato.



A pressão no trabalho, o que os outros vão pensar, a cobrança da família, dos pais e dos filhos, a aparência e a forma impecáveis, estamos todos equilibrando muitos pratinhos rodando ao mesmo tempo, mas disponibilidade vai além, sempre sobra um tempinho para viver.



Na disponibilidade, sempre há espaço para o melhor acontecer. Independente das condições, a pessoa disponível se dá o direito de sentir, de trocar, conhecer, aprender, de se exercer e principalmente o direito de SER...disponível.

domingo, 27 de junho de 2010

Eu sou um pouco Alice

Li por aí dia desses o trecho: "Eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (....) Posso explicar uma porção de coisas, mas não posso explicar a mim mesma" trecho de Alice no País das Maravilhas....

terça-feira, 22 de junho de 2010

Para os amigos e colegas

Caros Colegas e Amigos


Mais uma Fapi terminou e é impossível não guardar em meus registros pessoais os momentos que passamos juntos em onze dias de programação, embora o nosso contato envolva muito mais do que isso, porque, felizmente, a Comissão Organizadora da 44ª Fapi pode contar com a parceria de imprensa local e regional antes, durante e depois do encerramento de mais uma feira.

Para que a Fapi se consolide cada vez mais como a maior feira de portões abertos do país, o trabalho da imprensa é imprescindível, no que espero ter sido de alguma ajuda e valia através das ações da assessoria de comunicação do evento, sob minha coordenação pelo terceiro ano consecutivo.

Em 2010, foi possível concretizar algumas novidades, entre as quais nossa inserção numa das redes sociais de maior visibilidade atualmente, o twitter, no qual já temos mais de 300 seguidores. Também inauguramos, experimentalmente, o TV Fapi, meio através do qual trouxemos um pouco dos bastidores e dos eventos que movimentam a feira durante sua programação.

Quando os organizadores elogia a assessoria de comunicação pela qualidade e profissionalismo do trabalho realizado, tenho a certeza de que nada seria possível se não pudesse contar com diversos parceiros, e, principalmente, com os membros da minha equipe.

Desde a 42ª Fapi, conto com o apoio de Roberta Moraes (coordenadora de palco) e Sebastião Araújo (fotógrafo) que dividem comigo, há três anos, momentos de alegria, conquistas e muita dedicação.

No segundo ano, pude trabalhar com o webdesigner Fernando Magdalena, que foi um grande parceiro, sendo que juntos fomos os responsáveis pela elaboração do site da 43ª e 44ª edições, bem como o hot site do concurso da Rainha e a edição dos vídeos da TV Fapi.

Nesta edição, somando à equipe, o Relações Públicas Aluísio Silva Júnior, que introduziu nas ações que envolvem a organização e realização da Fapi a necessidade de buscarmos, cada vez mais, estreitar o relacionamento com o nosso público, que é tão diverso quanto grandiosa é nossa feira, trazendo novas ideias que certamente estarão registradas para os próximos anos. Tenho certeza que nossa parceria foi de aprendizado mútuo e que se trata de um profissional que Ourinhos merece poder contar.

Embora não faça parte da minha equipe, não poderia deixar de lembrar do importante papel de Rafael Duran, responsável pelo designer da revista de divulgação da Fapi e que, apesar do rol interminável de atribuições que cabem a ele na feira, nunca se negou a ajudar a assessoria de comunicação em nossas solicitações.

Também quero externar a minha profunda admiração por cada integrante da equipe do Sindicato Rural de Ourinhos e da Comissão Organizadora, porque tudo se torna mais fácil quando trabalhamos num ambiente onde nos sentimos em casa. Tenho no Brigadeiro a imagem de um pai, aquele que se sabe “puxar” a orelha no momento certo, mas que não tem receio em externar o “orgulho” que sente ao ver que seus “filhos” acertaram naquilo que se propuseram. Andréia e Néia também são pessoas queridas, dedicadas e que muitas vezes passam incógnitas para a maioria, mas cujo papel é tão importante nesta máquina cheia de peças fundamentais que fazem a Fapi.

Agradecendo a dedicação do Sr. Alcides e Sr. Carlos, que não se cansam nunca de fazer a sua parte, dedico toda a minha gratidão aos demais membros desta grande família fapiana.

Ao Sebrae, que este ano proporcionou à assessoria de comunicação um espaço maravilhoso de trabalho, não apenas aos profissionais que fazem parte de minha equipe, mas também a toda imprensa que nos visitou durante a programação, também dedico meu profundo respeito e carinho.

Ao Edu e ao Mário, que conduziram com maestria a difícil tarefa de enfrentar um público ansioso por atrações artísticas dignas dos grandes centros, o meu pessoal muito obrigada.

Impossível esquecer o apoio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ourinhos, cuja atuação representa com primor o significado da palavra parceria.

Não vou nominar este ou aquele veículo, este ou aquele jornalista, afinal, todos tiveram sua parcela de participação para que a Fapi e Ourinhos seja propagada de maneira cada vez mais ampla.

Enfim, seja no empurra-empurra dentro do camarim, ou ficando horas em pé assistindo discursos das autoridades ou correndo atrás das notícias que fizeram a Fapi, somos todos personagens de uma mesma história.

O capítulo da 44ª Fapi está se encerrando e o da 45ª já começa a ser escrito. Quem fará parte desta nova história? Impossível prever, mas, se estivermos juntos na próxima edição, continuo colocando o nosso trabalho ao dispor dos colegas das rádios, jornais, emissoras de televisão e sites, para que a Fapi continue sendo o Orgulho da Nossa Gente.



KVZ COMUNICAÇÃO

Kátia Vanzini – Diretora de Comunicação

(17) 96244008

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aqueles de quem tenho orgulho de chamar de meu

Hoje eu vou falar sobre essa qualidade que parece estar fora de moda. A boa educação. Quando eu falo em boa educação, não me refiro apenas aos atos de dizer com licença, por favor, obrigado. Falo também sobre pequenos gestos que, embora a muitos pareçam obsoletos, eu os considero prova irrefutável de pessoas bem educadas, como deixar uma mulher passar à sua frente, oferecer a cadeira para idosos, entre outras práticas que parecem estar cada vez mais ausentes na nossa sociedade. Prova disso é que cursos de etiqueta pessoal/profissional começam a ampliar cada vez mais o seu número de interessados, trazendo informações que dizem respeito, a meu ver, na maioria das vezes, apenas à boa educação, ensinamentos que deveríamos ter aprendido em casa.

Eu sou uma pessoa bem educada. Entre diversas qualidades que herdei de meus pais a educação é uma delas, a formação muito arraigada dos meus princípios, do que eu acho certo e errado. E talvez por ter sido assim, quando me deparo com provas de total desrespeito àquilo que aprendi com meus pais, o choque, a revolta e a decepção me atinjam de tal forma que chego a temer pelo futuro dos meus filhos, os quais procuro ensinar com os mesmos parâmetros que obtive da minha família.

No entanto, a vida nos traz prova que é possível acreditar na recuperação das pessoas, que seguem caminho contrário daquele que está sendo tomado pela nossa sociedade. São pessoas bem formadas, bem educadas, com pensamentos tão coerentes sobre sua forma de agir que me encantam, me conquistam e deixam meu coração aquecido por Deus ter me permitido encontrar tais exemplos em meu caminho.

Se começar a elencar a minha lista “aqueles de quem tenho orgulho de chamar de meu”, passarei o dia escrevendo, mas lembro de todas com tanto carinho que chega a doer. Algumas estão tão longe que apenas mato a saudades por e-mail. Outras estão mais perto, embora a ausência aperte mais, principalmente quando não as tenho junto de mim.

São pessoas bem educadas, bem formadas, com princípios muito semelhantes aos meus, tanto que nossa identificação é imediata. Seres humanos que, se fosse a mim permitido escolher, os teria ao meu lado sempre, num aprendizado que não cansaria nunca.

Amigos que nem sempre são valorizados como deveriam, mas cuja participação em minha vida são um bálsamo e um incentivo diário a ainda acreditar.

Estou certa que “aqueles de quem tenho orgulho de chamar de meu” às vezes são alvo da inveja, eu também o sou, afinal é muito mais fácil criticar quem procura fazer o certo do que mudar nossas atitudes para tentar fazer do mundo um lugar melhor.

Meus filhos, tenho certeza, um dia irão chorar com a decepção que a vida lhe demonstra com suas duras cores de realidade, mas rezo sempre que tenham ao seu lado outros tantos exemplos que os faça passar por tais percalços rindo daquilo que não tem remédio, um ajudando o outro a superar.

Dedico o blog de hoje àqueles de quem tenho orgulho de chamar de meu, meu marido, meus filhos, meus pais, minhas irmãs, meus amigos, novos e antigos, agradecendo a Deus por ter me dado a sabedoria de ter feito boas escolhas com o que cabe a mim conquistar e grande gratidão do que por Ele me foi me dado.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O que faz da Fapi um sucesso (e o nosso trabalho também!)

Se existe uma coisa que eu adoro, além da minha família, é claro, é o meu trabalho. A ponto de que considero cada coisa concluída como minha (meu twitter, minha revista, meu site, etc). Faço tudo com muito carinho, profissionalismo e atenção, mas, principalmente, seguindo meus princípios, dos quais não abro mão (rimou).


Mas meu trabalho só tem atingido seus resultados porque meus atuais colegas de trabalho não são apenas colegas, são parceiros, amigos, aquelas pessoas com as quais você pode contar, tanto pra ouvir sim, quanto pra ouvir não, se necessário.

Nesse contato direto com meus colaboradores, precisamos ser um pouco de tudo – interlocutores, negociadores, amigos, “puxadores” de orelha, um ombro pra chorar e muito mais.

Não sei se são os quinze dias de trabalho quase extenuante em que temos contato uns com os outros durante mais de 15 horas por dia, mas parece que toda essa loucura nos aproxima, pois temos as mesmas dores, as mesmas alegrias, os mesmos dissabores.

O carinho, consideração e amizade que recebo dos meus colegas da Fapi, posso dizer, com certeza, que poucas vezes pude ter a oportunidade de receber em meus anos de profissão. Há quem diga que profissionalismo não combina com amizade. Eu discordo. Você pode ser profissional, chefe, coordenador de um grupo sendo amigo, parceiro, companheiro. Aprendi com grandes mestres (e chefes) que o melhor líder não é aquele que te estimula a fazer algo por medo ou imposição, mas por me fazer acreditar que ele espera o meu melhor e acredita nisso.

Acho que esta é um dos ingredientes da receita que faz essa grande bolo louco que é a Fapi dar muito certo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vai começar tudo de novo!!!!

Mais uma Fapí se aproximando e eu, pra variar, perdendo noites de sono pensando em tudo o que eu ainda tenho a fazer para deixar a Assessoria de Comunicação tinindo para a 44ª edição. Então me veio à memória os e-mails que recebo diariamente (a quem respondo também diariamente) pelo imprensa@fapiourinhos.com.br. São tantos, vários e com tantas características diferenciadas que às vezes me pergunto onde foi que amarrei o meu burro. Hoje recebi um e-mail de uma singela mais do que especial. O indivíduo teve o trabalho de enviar um e-mail dizendo que nosso site está um lixo. Não vou eu aqui elencar os méritos do nosso site, até porque eu sou a última das isentas a falar sobre ele, já que eu e o Fernando, com a ajuda do Rafa, da Néia e da Andréia, planejamos o endereço eletrônico com muito carinho, buscando torná-lo informativo, e não um lixo.
Também estaria sendo injusta se não dissesse que já recebi diversos e-mails elogiando nosso site, então, fazendo uma simples continha de soma e subtração, acho que estamos em vantagem. Eu só acho que as pessoas deveriam utilizar melhor o seu tempo (e consequentemente o meu, indiretamente), para tecer críticas construtivas, que poderiam melhorar ou aprimorar o conteúdo de nosso endereço eletrônico, que, a cada ano, bate novos recordes de acesso.
Não pauto minhas atitudes nem minha auto-estima é sequer afetada com afirmações como essa que descrevi hoje, apenas gosto de fazer perguntas a mim mesma que nem sempre tenho resposta.
Esta é a delícia e o azedo da rede mundial de computadores - a amplitude do público atingido, mas correndo-se o risco de ouvir o que não quer.
Curioso? Acesse o site http://www.fapiourinhos.com.br/ e lembre-se que ele é fruto do trabalho de muitos.
Ah....bjos aos amigos que me parabenizaram pelo meu site, que ainda esta em construção. Este, para mim e para os que me admiram, com certeza também não vai ser um lixo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu sempre gostei do Ipê. Sei lá, o cheiro, as cores, a beleza sempre me trouxeram coisas boas, principalmente a notícia de que o inverno estava para terminar e logo a primavera iria ressurgir com toda sua magnitude.
Tá certo que o tempo anda meio louco, desvairado, então os Ipês florescem em qualquer tempo, mas ainda associo a imagem desta bela árvore ao fim do que é ruim e ao início de coisas boas.
Este não foi um ano muito fácil...tivemos duas perdas, pessoas queridas que ficarão sempre naquele lugarzinho especial dentro de nossas lembranças, um cantinho que quando bate a saudade a gente faz de conta que pode e volta ao tempo.
Acho que eu sou um pouco como o Ipê....depois de momentos de turbelência, momentos tristes, momentos que gostaria de esquecer, tenho a capacidade de renascer, forte, bela e exuberante para outra estação enfrentar, seja com a vida da primavera, o crescimento do verão, os desgastes do outono ou o fim representado pelo inverno. Fim não, recomeço, porque é preciso morrer para recomeçar.